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Equipe ACI
O rio
Publicado em 10/07/2013 às 11:00

O diálogo entre a água e a areia

João Cabral de Melo Neto é um poeta que tem como característica fundamental a sua universalidade. Mesmo quando aborda um tema aparentemente local, como é o caso do poema ‘O rio’, suas palavras ganham uma dimensão épica, que extrapola qualquer tentativa de manter suas construções textuais restritas a uma região.
Analogamente, o espetáculo ‘O rio’, dirigido por Wagner Cintra, criação do Teatro Didático da Unesp e do Teatro de Brancaleone, consegue não só superar uma mera ilustração do mundo proposto pelo poeta pernambucano como oferecer uma perspectiva imagética simbólica em que figuras alegóricas ganham centralidade.

Talvez o elemento que dê maior clareza a isso seja a ambiguidade proposta entre a água e a areia na apresentação. Ambas escorrem pelos dedos e são intangíveis. São igualmente fonte de indagações existenciais e interagem com elementos simbólicos como a ameaçadora ave, a redentora santa, o assustador minotauro/caranguejo e outros seres fantásticos.

O irreal e o imaginário caminham lado a lado, geralmente com lirismo como nas folhas que povoam a árvore seca ou no movimento do barqueiro a percorrer a sua jornada. Morte e vida são severinas, mas também são simbólicas porque os limites tênues entre viver e morrer estão sempre presentes.

A vida é feita de areia e água. O caminhar pela existência é uma andar sobre um cubo árido, num movimento em que o lúdico também se faz presente. As ameaças do deixar de viver o que julgamos vida não são maiores do que a possibilidade de a fantasia nos levar e não nos permitir encontrar um caminho de volta.

Entre a água e a areia, existe um meio do caminho. É o da sensibilidade. O espetáculo consegue percorrê-lo com a delicadeza da areia que se mexe ao sabor do vento ou com o pulsar da água do rio que desagua no mar após conhecer todo tipo de paisagem e sobreviver a todas elas.

O essencial não está apenas no que se vê e no que se se sente, mas no como isso é construído, sempre com o lirismo de um eterno e terno perguntar que está além das respostas simples e gera um indagar sobre a magia da existência que está além do visual e do imaginário, pois mergulha na seara da existência arquetípica.

Oscar D’Ambrosio integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA-Seção Brasil). É doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie e mestre em Artes pelo Instituto de Artes da Unesp.

Participação indígena
Publicado em 27/05/2013 às 11:35

A inclusão de grupos sociais antes invisíveis para o Estado brasileiro, como os indígenas, trazem desafios importantes para a consolidação democrática no país, para o cientista político da Universidade de Sussex, Inglaterra, Alex Shankland. Ele esteve presente no Encontro Internacional - Participação Democracia Políticas Públicas, promovido pela Faculdade de Ciências e Letras, câmpus de Araraqura.

Veja a entrevista:

Orçamento Participativo - ferramenenta democrática inclusiva
Publicado em 26/05/2013 às 11:00

O professor Wagner Romão, da Faculdade de Ciêcias e Letras, câmpus de Araraquara, fala sobre o desenvolvimento democrático brasileiro após os anos de Ditadura Militar. Romão destaca o papel da Constituinte, promulgada em 1988, como marco legal da participação popular na gestão do Estado.

O Orçamento Participativo, elaborado e realizado em algumas cidades brasilerias, espalhou-se pelo mundo. Para o professor, essa ferramenta de Democracia Participativa passa por uma avalição e necessita ser aperfeioado, para respodner as novas demandas sociais.

Veja a entrevista concedida ao Diário da ACI:

A participação democrática em análise
Publicado em 25/04/2013 às 10:00

O professor Wagner de Melo Romão, da Faculdade de Ciências e Letras, da Unesp de Araraquara, coordena o Encontro Internacional Participação Democracia Políticas Púbicas: aproximando agendas e agentes. O evento acontece no câmpus da faculdade desde terça-feira (23/04) até hoje.

 
E ele fala a equipe do Diário ACI sobre expectativas e objetivos do encontro que reúne pesquisadores, estudantes, ativistas, membros de governos municipais, estaduais e federais.
 
 
Livraria Móvel em Araraquara
Publicado em 25/04/2013 às 07:50

Durante o Encontro Internacional de Participação, Democraia e Políticas Públicas, realizada na Faculdade de Ciências e Letras, câmpus de Araraquara, a Livraria Móvel da Editora Unesp esteve presente na unidade universitária.

Araraquara é o primeiro município a integrar o 2º Circuito Acadêmico da Livraria Unesp Móvel, que inclui ainda Jaboticabal e Franca e se estende até 11 de maio. O 1º Circuito começou no início de março, pelo Câmpus São Paulo, na capital  paulista, e terminou em Marília, no início de abril.  

Em Araraquara, a loja comercializará livros com descontos para universitários e professores da Unesp e o público em geral. Os descontos serão de 30% (selo Editora Unesp) e 15% (demais títulos). Também haverá promoções (confira abaixo). Estarão à disposição cerca de dois mil livros de gêneros variados - de universitários e literatura a auto-ajuda e best-sellers.

Montada sobre um caminhão-baú e com área útil de 20 metros quadrados, a Livraria Unesp Móvel foi concebida para circular por todo o país, levando livros em especial a cidades carentes de livrarias e bibliotecas, além de turísticas. A expectativa da Editora Unesp, que vem se confirmando, é de que a livraria se transforme em evento cultural em alguns municípios e integre o calendário de atividades culturais nas cidades turísticas e onde há Unidade Universitária da Unesp.

Locais e datas
Faculdade de Ciências e Letras - Unesp Araraquara (Rod. Araraquara-Jaú Km 1- Próximo ao Prédio da Administração)
Dia de 23 a 25 de abril as 9 às 21h

Faculdade de Odontologia - Unesp Araraquara (Rua Humaitá 1680. Rua 9)
Dia 26 de abril das 9 às 21h

Praça de Santa Cruz (Centro da Cidade)
Dia 27 de abril das 9 às 17h

Promoções
Morcego é vampiro?  e  Por que o gelo flutua?, de Adelidia Chiarelli e Lucia Maria Paleari
1 exemplar: R$ 7/2 exemplares: R$10

Grandes Filósofos: Rorty/R.G. Collingwood/Ayer: R$5

Fotos: Daniel Patire

Rios & Ruas
Publicado em 27/03/2013 às 15:40

No PodAqua Unesp publicado hoje, conversamos com o geógrafo formado pela USP Luiz de Campos Jr. Ele é um dos coordenadores da iniciativa Rios & Ruas, do Instituto Harmonia, que busca sensibilizar a população de São Paulo para a existência de rios subterrâneos em toda a cidade, em distâncias que variam 200, 300 metros, aproximadamente. 

Além das informações que o Luiz revelou, ele também comentou sobre um evento bacana que faço questão de compartilhar: passeio de bike e mutirão em horta urbana, no sábado, (30/03). A ação é uma parceria entre o pessoal do Rio e Ruas, do coletivo Pedal Verde e da Horta Comunitária da Vila Pompéia. 

Vá lá! 

Data: sábado, 30/03

Local de encontro: Praça (e horta) do Ciclista, na esquina da Av. Paulista com a rua da Consolação

Horário: 14h – concentração; 14h30 – saída 

Traga algo para contribuir com um pic nic coletivo na horta!

Mais informação em  http://migre.me/dRZaB

Jornal Unesp de março chegou!!!
Publicado em 08/03/2013 às 20:14

 

O Jornal Unesp de março viajou 277 quilômetros até as duas unidades mais antigas da Unesp: as faculdades de Odontologia (FOAr) e de Ciências Farmacêuticas (FCFAr), localizadas em Araraquara (SP). Elas completam 90 anos. 
 
A reportagem de capa destaca projetos das unidades em temas como composição química da cachaça, atendimento em saúde, realização de exames pelo SUS e pesquisas com leite se soja.
 
Confira essa e outras reportagens em www.unesp.br/jornal ou procure o JU nos pontos de distribuição da sua unidade.
 
Chega de pão de queijo e café -- a palestra vai começar!
Publicado em 28/02/2013 às 09:00

Em Workshop da Unesp de Araçatuba sobre genômica aplicada à pecuária, o sinal para o 'fimd o recreio' tinha estilo, tinha não? Matéria sobre o evento, que contou com muitos palestrantes internacionais, estará na edição de abril do Jornal Unesp.

90 anos, com tudo em cima!
Publicado em 21/02/2013 às 12:00

Viajamos à Araraquara para conhecer de perto as instalações das faculdades de Ciências Farmacêuticas (FCF) e de Odontologia (FOAr) e preparar uma reportagem especial para o Jornal Unesp sobre o perfil atual das duas mais antigas unidades da Universidade, criadas em 1923. Confira o resultado a partir de 02/03 em www.unesp.br/jornal

 

Ainda para a reportagem, entrevistamos a historiadora Anna Maria Martinez Correa, que estudou a trajetória das unidades de 1923 a 1976, antes da criação da Unesp e incorporação das faculdades. A seguir, reunimos alguns dados curiosos sobre esses primeiros anos de funcionamento.

Araraquara X São Carlos
Publicado em 21/02/2013 às 11:55

Quem conhece a região, sabe que há uma doce rivalidade entre os moradores das cidades de Araraquara e São Carlos. E a disputa para provar quem era mais ‘desenvolvida’ é de longa data.

Nesta foto de 1930, estudantes de Farmácia e professores daquela que viria a se tornar a Unesp de Araraquara tinham acabado de voltar de uma viagem aos vizinhos sãocarlenses. Os rapazes foram exibir o resultado positivo em uma pesquisa sobre geração de combustível a partir do álcool, esforço que somado ao de muitos outros pesquisadores levaria ao etanol, tão em voga hoje. Estavam triunfantes, como se vê. Até porque professores e alunos confraternizando de igual para igual era algo incomum para os formalismos da época.

*(informação é da historiadora Anna Maria Martinez Correa, autora do livro Para preparar a Mocidade – Fragmentos de memórias na história da Faculdade de Farmácia e Odontologia de Araraquara – 1923-1976)

 

Internacionalização: a origem
Publicado em 21/02/2013 às 11:50

O senhor elegante abaixo estava em um laboratório equipado com o que havia de mais moderno em ciências farmacêuticas. Segundo Anna Maria, é provavelmente o italiano Genaro Granata, o primeiro professor estrangeiro da história da Universidade e também o primeiro professor contratado mediando concurso público, em 1934.

A professora Anna Maria chama atenção para um detalhe: “note que o microscópio está em frente à janela para aproveitar a claridade. Esses equipamentos ainda não tinham os sofisticados sistemas de iluminação de hoje.”

 

Mulheres
Publicado em 21/02/2013 às 11:48

Num padrão pouco comum para o ensino superior brasileiro dos anos 20, a primeira turma da Faculdade tinha um número representativo de mulheres. A segunda foto retrata uma aula de toxicologia Química, com o professor Joaquim Arruda Camargo (à direita) e um servidor técnico.

Física e daltonismo
Publicado em 26/11/2012 às 17:00

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Publicado em 26/11/2012 às 16:50

Ainda sobre a matéria de capa do Jornal Unesp de dezembro, outro personagem interessantíssimo que ficou de fora da reportagem é a graduanda Bruna Mestre Santana, do 3º ano de Física. Ela começou a se interessar por educação científica influenciada pelas atividades do NEF (Núcleo de Educação em Física). E o ‘start’ para iniciar uma pesquisa dessa área veio quando ela percebeu como seria difícil ensinar a pessoas com daltonismo temas da física que lidam com as cores, como o espectro eletromagnético.

A mãe de Bruna é daltônica. “Então eu conheço um pouco das limitações de quem tem esse distúrbio e logo comecei a pensar ‘como seria ensinar esse conteúdo para minha mãe’”, disse a estudante.

Ela está desenvolvendo então, com a orientação da professora Ana Maria Araya, que coordena o NEF, um método para, primeiramente, permitir um diagnóstico inicial do daltonismo pelo professor em sala de aula. Além disso, a jovem quer garantir que os alunos daltônicos possam entender o eletromagnetismo por meio de materiais didáticos que não se baseiem apenas nas diferenças de cores do espectro.

Bruna também comprou um olho gigante de plástico com todas as estruturas móveis do órgão e leva o objeto didático a diferentes escolas da região para explicar aos alunos como funciona o olho da pessoa com daltonismo. Nessas ocasiões ela aproveita para testar seus primeiros métodos para diagnóstico da disfunção nos alunos. “Muitos daltônicos demoram muito para ter um diagnóstico e isso pode atrapalhar a vida escolar deles. É o que queremos evitar.”

 

Ex-Nerds
Publicado em 26/11/2012 às 16:45

A edição de dezembro do Jornal Unesp trará em sua capa uma das matérias que eu mais gostei de fazer aqui na ACI. Primeiro porque falar em educação no Brasil com foco em soluções, iniciativas e exemplos positivos já é inesperado – é praticamente o ‘dono que mordeu o cachorro’, sabe? E depois porque as fontes foram realmente personagens interessantes, aquelas pessoas que você fica feliz de ter conhecido, que você consegue ver além da função de ‘entrevistado’.

Dois desses personagens que acabaram não entrando na matéria são os alunos de graduação Taís Andrade dos Santos e Danilo Couto Silva, ambos do 2º ano da licenciatura em Física pela Unesp de Presidente Prudente. Eles têm um pouco daquela essência que todo aluno da Unesp tem (e eu posso falar porque me graduei na Unesp de Bauru, rs), que é aquela áurea de “ex-nerd”. Em outras palavras, é quando aquela figura que só estudava, que era o cabeção da sala, se transforma num passe de mágica ao entrar na Universidade em algo mais descolado, mais interessante, mas ainda fica um quê de CDF inveterado.

Tá certo que quando se escolhe o curso de Física fica mais difícil esconder a verdadeira identidade nerd. Mas essa nova roupagem ganha muita força com a mudança de cidade (quase todos os alunos da Unesp estão longe de suas cidades de origem). O Danilo, por exemplo, é natural de Lucélia e estudou na Escola Estadual José Firpo, que é o objeto central da reportagem do Jornal Unesp. E como um típico aluno de Física – desligado e alheio aos detalhes mundanos do dia a dia – ele praticamente não soube dizer o caminho para chegar à Escola :-O . Foi só risada no carro.

Outra ferramenta libertadora para os alunos da Unesp na luta para ser um “ex-CDF” são as festas. Taís e Danilo falam com carinho das primeiras que viveram como se tivessem sido em outra era geológica. Me lembro com amor das minhas e já vou descobrindo como é me sentir velha (melhor já ir me acostumando, né? rsrs).

E é por aí que começa o papo. Recepção de Bichos, festas de veteranos de cada curso, Interunesp, o festival de MPB de Ilha Solteira, Sarau de Física... ops, Sarau de Física não! Esse eu não conheço. Coisa de físico né? A Taís adorou a última edição, que segundo ela é uma mistura de evento científico e confraternização de pesquisadores e profissionais da área. No cartaz do encontro há uma menção estilizada ao ator Jim Parsons, que interpreta Sheldon Cooper na série americana The Big Bang Theory. Orgulho Nerd total!

“O que vocês imaginam fazer depois de formados?”, pergunto. Eles não sabem. Claro. E quem saberia uma coisa dessas aos 18, 19 anos? Eu lembro que na idade deles o fim da graduação para mim era uma coisa tão loooonge, havia tanto tempo para pensar nisso, embora não tivesse.  O fato é que é honesto admitir que não se tem certeza do futuro que se quer quando se está nessa fase da vida.

Taí, gostei desses moços! Acho que se estivesse com eles na graduação os chamaria para um churrasco (sem carne) na minha república, ou para ver um filme ‘cabeça’ na TV de casa, ou para um desafio de truco intercursos, ou para ouvir umas supernovidades dos anos 60 e 70, essas coisas de unespianos.

Projeto Capitanias Dramatúrgicas
Publicado em 02/11/2012 às 11:00

Na noite de quinta (1º/11), Dia de Todos Santos, estive presente, com os colegas Bruna, Cínthia e Daniel, à leitura dramática da primeira parte de 'Transatlântico', peça para teatro escrita por Denio Maués, que atua na Assessoria de Comunicação e Imprensa da Unesp. É sempre um prazer conhecer o seu trabalho fora da instituição,geralmente por um humor próximo do absurdo que nos faz refletir sobre aquilo que chamamos de cotidiano e no qual costumamos acreditar.

O texto integra um conjunto de sete obras escritas em março de 2012 em Portugal por meio do Projeto Capitanias Dramatúrgicas, patrocinado pelo Ministério da Cultura do Brasil. Cada autor, segundo informou o escritor Samir Yazbek, na abertura do encontro, criou sua peça após laboratórios com atores e dramaturgos contemporâneos portugueses.

Pesquisas que tiveram como uma de suas bases questões de identidade brasileira e lusitana, sejam no passado ou no presente, também foram citadas como questões essenciais do projeto segundo a diretora Paula Chagas Autran, que também discorreu um pouco sobre o percurso dos textos que integram o projeto.

A fusão de tempos distintos, como a época da escravidão e o universo contemporâneo, é uma questão central da obra de Denio, assim como a luta contra a injustiça. Afinal, talvez sejamos mais escravos de nós mesmos do que eram os negros dos seus senhores brancos. Apenas esse aspecto instigante já valeu a leitura.

Assisti ainda a  'Um coração real', de Luis Indriunas, autor que integra o mesmo projeto. A história da funcionária pública inexperiente que vai a Portugal requisitar o coração de D. Pedro I para juntá-lo ao corpo embalsamado do imperador no Monumento do Ipiranga, em São Paulo, SP, é plena de ironia e foi interpretada com garra por Julia Peres e Pedro Ponta.

A função do teatro no mundo contemporâneo é uma questão final, muito além deste jardim de letrinhas. Quando se anda pelas cercanias da Praça Roosevelt, parece que ele é capaz de mudar o mundo, mas, andando apenas 50 metros, ao lado de um ponto de ônibus, o mendigo que remexe o livro evoca Manuel Bandeira: “Não era um rato. O bicho, meu Deus, era um homem”. Mas isso é outra história, desculpem...

Oscar D’Ambrosio

Sobre Dido & Aeneas no Instituto de Artes da Unesp
Publicado em 28/10/2012 às 16:00

 

A palavra “multidisciplinar” permeia toda a concepção da versão da ópera de Henry Purcell,
Dido & Aeneas, encenada de 25 a 28 de outubro de 2012 no Instituto de Artes da Unesp. Essa primeira ópera da Universidade tem em sua concepção diversos elementos que valem uma breve reflexão. Um trabalho como esse é fruto de muitos e brilha por essa interação.
 
Em primeiro lugar, é preciso emoção e intuição para levar um projeto desse porte adiante. Isso demanda entusiasmo, no sentido etimológico grego, ou seja, “estar possuído por um deus”, para atingir um determinado objetivo. Nesse aspecto, não basta conhecimento. É preciso transmitir o prazer do processo criativo.
 
Mas, além disso, torna-se essencial a racionalidade que permite a diversas áreas, como
música, dança, teatro e artes plásticas atuarem em conjunto com apoio de fonoaudiólogos e
outros profissionais. O saber técnico e acadêmico também precisa esta presente para ajustar a força incandescente do fogo da criação.
 
Saber vencer os ‘nãos’ que surgem no percurso de uma empreitada como esta é ainda mais
essencial. Ter em mente a capacidade de superar inseguranças e limitações torna uma
produção vitoriosa, mas plena de humildade. O receio da falha da voz ou do passo em falso é
vencida pelo treino e pelo trabalho árduo.
 
Somente a criatividade permite que o ‘não’ se torne ‘sim’. Encontrar caminhos onde muitos
veem pedras forma heróis – e eles são ainda mais fascinantes quando jovens e destemidos em suas procuras internas e externas. Moldar a adrenalina que pode paralisar em energia para viajar mais rápido e mais longe é um exercício que une saber, mágica e talento.
 
Unir todas essas características é raro de acontecer. Ocorre quando os olhos de um cantos,
bailarino, instrumentista ou regente brilha de maneira distinta. Existe ali a faísca do talento,
que o trabalho e a prática incessante tornam mais forte e sereno, seguro sem ser soberbo,
resplandecente em busca do futuro.
 
Conta a mitologia grega que Prometeu roubou o fogo dos deuses para dar a sabedoria aos
homens. Analogamente, a produção Dido & Aeneas soube retirar de cada integrante intuição,
sabedoria, pode de vencer as dificuldades com criatividade, capacidade de trabalhar em grupo e o exercício de administrar dificuldades. Assim a obra total da ópera acontece, e os deuses da artes – e eles existem, é claro! – sorriem satisfeitos.
 
Oscar D’Ambrosio
Música indiana na Unesp de Sorocaba
Publicado em 25/10/2012 às 19:11

Apresentação de Rangaraj Rangayyan, professor da Universidade de Calgary, Canadá.

Por: Cinthia Leone

Idas e Vindas
Publicado em 25/10/2012 às 18:38

A experiência de dois intercambistas da Unesp foi apresentada durante o 4º Fórum de Internacionalização da Unesp, realizado em 15, 16, 17 de outubro na cidade de São Pedro (SP). Diego Omar Rodrigues Torre, do Instituto Politécnico Nacional, México, contou um pouco da sua experiência atual na Unesp de Araraquara. “Foi aquele choque cultural, né? Mas o pessoal da república me recebeu muito bem e me ajudou tanto na parte acadêmica, explicando como funcionava o câmpus, como na parte social, desde como pegar ônibus até as dicas de festas e etc.”, relatou.

 
 
Vivendo no Brasil há menos de dois meses, ele já foi capaz de fazer toda sua apresentação
em um português claro e com poucos erros. “No começo, as pessoas me entendiam, mas
eu não entendia, o que é uma coisa engraçada que acontece com quem fala espanhol
e quer aprender português. Mas os professores e colegas me ajudaram muito com a
língua.”
 
Para chegar até Araraquara, Diego seguiu a risca o roteiro enviado para ele pelo Escritório
de Ralações Internacionais (ERI): 1) pegar, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, um
ônibus para o Terminal Rodoviário do Tietê. 2) Comprar uma passagem para Araraquara.
3) Esperar no saguão de desembarque da rodoviária de Araraquara os estudantes da
república escolhida para hospedá-lo.
 
Aproveitando a ocasião, funcionários do ERI de Araraquara presentes ao Fórum relataram
que estrutura atual não está dando conta do tamanho da internacionalização da FCL.
Atualmente, a Unidade conta com 20 alunos estrangeiros na graduação e 27 na pós-
graduação e já enviou até outubro cerca de 30 alunos para o exterior.
 
Em seguida, o geógrafo formado pela Unesp de Rio Claro Abbul Mahmebb Said, paulistano
de ascendência indiana e que também atende pelo nome ‘brasileiro’ de José Carlos da
Silva, falou sobre os meses de 2011 em que estudou na Universidade de Santiago de
Compostela, na Galícia, região ao noroeste da Espanha. Sua experiência deu origem a um
evento interno de troca de informações de intercâmbio organizado pelo ERI local.
 
 
“Queria que outros alunos da Unesp despertassem para as oportunidades que estão
abertas, por isso sugeri a criação desse encontro, onde eu e outros alunos do IGCE demos
um testemunho de como essa viagem foi importante para nossa formação profissional e
pessoal”, afirmou.
 
No Fórum, ele mostrou imagens diversas da Galícia e da universidade espanhola. Todo o
material foi criado em galego, que também é língua oficial da região. “Mas no dia a dia, as pessoas falam mais o castelhano mesmo”, explicou o estudante, que no início passou dificuldades com o ‘portunhol’. “No primeiro dia, me dirigi a um moço perguntando ‘donde yo podria hacer una ligación’, e o rapaz já me olhou torto e foi se afastando meio assustado”, disse JoséCarlos, provocando gargalhadas na platéia. Ele contou também que na primeira semana no país assistiu e tomou parte em diversos protestos de jovens contra cortes na educação.
 
O geógrafo contou como a experiência ajudou a definir a sua área de atuação
profissional e acadêmica: a água será seu objeto de estudo. “Os galegos têm um respeito
enorme pela água até mesmo devido a sua escassez. Além de terem boas pesquisas sobre
o tema, é uma referência cultural e até religiosa muito forte para eles.”
 
Na residência estudantil onde morou naquele período, o unespiano ajudou a implantar
um almoço coletivo em que cada estudante de cada país preparava um prato típico de sua
região e oferecia aos demais. “Fico feliz em saber, pelos contatos que ainda tenho lá, que
essa refeição coletiva se manteve e já virou uma tradição entre os intercambistas.”
 
Por: Cinthia Leone
Alunos ensinando professores
Publicado em 25/10/2012 às 13:00

O debate a respeito das novas tecnologias está em alta, seja no mundo acadêmico, seja nas rodinhas de bate-papo.

Mas... e os novos alunos? Como integrar as gerações que cresceram alfabetizadas digitalmente e estão mais habituadas aos sites de pesquisa do que às bibliotecas?

O  professor e consultor em Educação David Shallenberger, do STI Graduate Institute, dos Estados Unidos conta que já aprendeu algumas "lições" com seus alunos. 

 

Por: Bruna Kalaes
Vídeo: Daniel Patire

 

Internacionalizar sem sair de casa
Publicado em 25/10/2012 às 11:00

Na véspera de sua palestra na Faculdade de Filosofia e Ciências, câmpus de Marília, o professor e consultor em Educação David Shallenberger, do STI Graduate Institute, dos Estados Unidos, deu uma breve entrevista à equipe da ACI.

Confira o trecho em que Shallenberger dá dicas para universidades iniciarem seu processo de internacionalização sem sair em casa.

 

 

Por: Bruna Kalaes
Vídeo: Daniel Patire

 

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